um filme que conta a estória de um cara que conhece uma garota, mas que não é uma estória de amor. dizendo isso não estou contando nenhum spoiler para a estragar a diversão de ninguém, pois é algo que o narrador explica logo nos primeiros minutos.acabei baixando "(500) days of summer" só por causa da fofíssima sra. ben gibbard, aka zooey deschannel, que interpreta a personagem tema, summer finn. não fazia a menor idéia do enredo nem qualquer outra coisa, porém foi uma surpresa incrível. nunca vai ser o melhor filme da vida de ninguém, é verdade, mas é uma estória bem verdadeira com uma trilha sonora ótima, que inclui, entre outos, regina spektor, the smiths, feist e she & him (que é um dueto da própria deschannel com m. ward).
"(500) days of summer" conta a estória de tom hansen, arquiteto que, por comodismo, trabalha numa empresa que fabrica cartões festivos. devido a influência massiva das letras tristes de rock britânico e uma interpretação errada do filme "a primeira noite de um homem", tom cresceu achando que nunca seria completamente feliz até que summer chega na empresa para trabalhar como secretária do seu chefe. paixão à primeira vista.
o encanto de tom por summer é tão grande que ele acaba não vendo a garota como ela verdadeiramente é, mas como uma projeção daquilo que ele sempre quis. ele desconsidera as brigas, as divergências de gosto e de opinião até a falta de comprometimento real dela, por que a summer na cabeça dele é tão encantadora e sem defeitos, que ele começa a acreditar que ela seria a única pessoa que ele iria amar nesta vida. e aposto que todo mundo já passou por isso e quebrou a cara, não é?
não vou falar mais nada, senão acabo contando o filme todo aqui. mas acho que o melhor de "(500) days of summer" é que, diferente das comédias românticas a que estamos acostumados, o filme não conta uma estória de amor perfeita que só existe na literatura. fala de decepção, de ilusão, mas, principalmente, de que a vida continua e cedo ou tarde aparece outra pessoa que vai nos fazer apaixonar de novo. e cabe a nós aprendermos com essas experiências... ou não. :P