Terça-feira, Novembro 17, 2009

and if a double-decker bus...

a melhor parte de ter sido assumido um cargo no tribunal de justiça é poder tirar do papel um monte de sonhos que dependiam unicamente da minha capacidade financeira. então, logo que eu soube que iria ter recesso de final de ano corri logo para comprar uma passagem para passar natal e ano novo com amigos queridos em londres.

não tou nem aí que o limite do meu cartão de crédito foi pras cucuias, nem muito menos para o frio que vai estar fazendo na época que eu chegar lá nas zoropa. neste momento, estou parecendo criança esperando a manhã de natal para ver os presentes de papai noel embaixo da árvore. só que este presente eu mesma comprei...

o engraçado é que a ficha não tinha caído até hoje de manhã, quando fui lá no aeroporto solicitar um novo passaporte. minhas digitais todas coletadas, minha assinatura de menina pequena digitalizada e minha cara de lesa fotografada. em uma semana já vou receber o novo passaporte prontinho... eu vou mesmo viajar, gente!! :)

só é chato que não estou encontrando nenhum show legal nos dias que vou estar por lá. mas é o de menos, sabe? vou ver musical de billy eliott, passear na piccadilly circus, dizer oi pro big ben e pro river thames, comprar cartas de tarô novas em convent garden, tomar uma guinness com fish and chips em um autêntico pub londrino e, se tudo der certo, ainda passar dois dias em paris.

feliz é pouco...

Segunda-feira, Novembro 16, 2009

cores novas

por que eu cansei do verde. só isso. :P

Domingo, Novembro 15, 2009

festival planeta terra



com certeza, o troféu de muso do festival planeta terra vai para patrick wolf. \o/

(alguém consegue me ver na platéia tentando tirar fotos dele com o celular? :P)


(essa foi a foto que eu tirei... hehehe)

Segunda-feira, Outubro 12, 2009

(500) days of summer

um filme que conta a estória de um cara que conhece uma garota, mas que não é uma estória de amor. dizendo isso não estou contando nenhum spoiler para a estragar a diversão de ninguém, pois é algo que o narrador explica logo nos primeiros minutos.

acabei baixando "(500) days of summer" só por causa da fofíssima sra. ben gibbard, aka zooey deschannel, que interpreta a personagem tema, summer finn. não fazia a menor idéia do enredo nem qualquer outra coisa, porém foi uma surpresa incrível. nunca vai ser o melhor filme da vida de ninguém, é verdade, mas é uma estória bem verdadeira com uma trilha sonora ótima, que inclui, entre outos, regina spektor, the smiths, feist e she & him (que é um dueto da própria deschannel com m. ward).

"(500) days of summer" conta a estória de tom hansen, arquiteto que, por comodismo, trabalha numa empresa que fabrica cartões festivos. devido a influência massiva das letras tristes de rock britânico e uma interpretação errada do filme "a primeira noite de um homem", tom cresceu achando que nunca seria completamente feliz até que summer chega na empresa para trabalhar como secretária do seu chefe. paixão à primeira vista.

o encanto de tom por summer é tão grande que ele acaba não vendo a garota como ela verdadeiramente é, mas como uma projeção daquilo que ele sempre quis. ele desconsidera as brigas, as divergências de gosto e de opinião até a falta de comprometimento real dela, por que a summer na cabeça dele é tão encantadora e sem defeitos, que ele começa a acreditar que ela seria a única pessoa que ele iria amar nesta vida. e aposto que todo mundo já passou por isso e quebrou a cara, não é?

não vou falar mais nada, senão acabo contando o filme todo aqui. mas acho que o melhor de "(500) days of summer" é que, diferente das comédias românticas a que estamos acostumados, o filme não conta uma estória de amor perfeita que só existe na literatura. fala de decepção, de ilusão, mas, principalmente, de que a vida continua e cedo ou tarde aparece outra pessoa que vai nos fazer apaixonar de novo. e cabe a nós aprendermos com essas experiências... ou não. :P

Sábado, Outubro 10, 2009

servidora pública, de fato e de direito.

é interessante notar que, de repente, todos aqueles nomes que estavam na lista do diário oficial são pessoas de verdade. você espera um tempão até que o seu seja publicado e você e os nomezinhos todos vão parar em um curso de integração. assim, você começa a descobrir mundos diferentes através dos olhos de outras pessoas. umas querendo ficar em recife mesmo, outras em goiana, que fica mais próxima a joão pessoa, e algumas até em palmares, para chegar rapidinho em maceió. se espanta por que tem gente até fazendo de tudo para ficar no sertão, coisa que parece impossível na sua cabeça.

gentes com filhos que moram em campina grande, mas que moram em garanhuns. outras com filhinhos fofos de um ano que precisam ser levados para a escolinha perto de casa em jaboatão. pessoas de natal e salvador, mas que já moram em recife há um tempão. advogados, computeiros, psicólogos, professores... gente nova e gente velha, todo mundo junto numa sala só.

mas o incrível mesmo é como você desenvolve um carinho enorme por eles em tão pouco tempo. e torce na fila da escolha da lotação para que todos eles fiquem onde querem. quando não conseguem, chora com eles, e se conseguem, também comemora junto.

tudo deu certo para mim, felizmente. não exatamente como o planejado, mas muito bom de qualquer forma. :)

Quarta-feira, Setembro 30, 2009

eu tava lá :~~



show do radiohead em são paulo completíssimo. feito com vídeos gravados pelos fãs no dia. e o som está excelente... como eles conseguiram isso?

Quarta-feira, Setembro 23, 2009

matadouro 5

"deus me dê
serenidade para aceitar
as coisas que não posso mudar,
coragem
para mudar as coisas que eu posso mudar,
e sabedoria para sempre
saber a diferença".

faz algum tempo que eu estava querendo ler "matadouro 5" de kurt vonnegut, mas não encontrava em lugar nenhum (que não fosse via internet, claro). até que sábado passado, depois de uma tarde de cervejas no mercado da boa vista, guilherme encontrou na estante da livraria cultura um minuto depois de eu ter comentado que queria comprar e que nunca encontrava. e ainda foi a versão baratinha da l&pm pocket. como diria vonnegut no livro, "coisas da vida".

não sei se foi por que eu comecei a ler "matadouro 5" cheia de expectativa, tenho que confessar que não achei o livro essas coisas todas não. como a recomendação veio de um monte de amigos de gosto literário irreparável, não tinha como esperar outra coisa. porém, mais uma vez chego a conclusão de que o bom mesmo é ler livros e ver filmes sem expectativas. tenho certeza que estaria muito mais empolgada com a estória se ela tivesse chegado às minhas mãos do nada. mas, são apenas "coisas da vida" mais uma vez.

"matadouro 5" mistura um pouco de realidade e ficção numa mesma estória. enquanto o próprio autor relata a sua experiência durante a segunda guerra mundial, em especial durante o bombardeio de dresden, ele cria o personagem billy pilgrim que teria estado presente durante os mesmos eventos presenciados por ele. porém, pilgrim vive um vai-e-volta no tempo que acredita ser resultado da sua abdução por alienígenas do planeta tralfamador. em um momento, estamos no meio da guerra entre soldados americanos estropiados e sujos, em outro estamos vendo billy pilgrim levando sua vida como um optometrista bem-sucedido trinta anos mais tarde. às vezes, até na mesma página, somos jogados no zoológico, no qual o próprio pilgrim é exibido com espécime raro para vários tralfamadorianos curiosos.

o que eu gostei mais da estória foi, além dos personagens interessantíssimos bolados por vonnegut, a dúvida constante sobre qual o problema real de billy pilgrim, que o levava a confundir o que era verdade ou ilusão. seria loucura, depressão pós-guerra, seqüela da fratura no crânio? não dá para saber. a única certeza que a estória me passou foi que se a guerra não mata você diretamente através de um tiro ou de uma explosão, ela eventualmente mata de alguma outra forma. e talvez essa seja uma das mais importantes mensagens anti-guerra passadas pelo livro.

tenho que confessar que adorei o estilo de mini-capítulos deste livro do vonnegut. não sei se esta é uma característica recorrente nas suas outras obras, mas acho que deu muita fluidez a estória e ajudou a intensificar a idéia da inconstância vivida pelo personagem principal. além disso, não sai da minha cabeça o "ensinamento" dos tralfamadorianos de que, mesmo quando uma pessoa morre, ela continua viva e bem em outra época. por esse motivo, não haveria motivo para chorarmos por nossos entes queridos quando eles morrem. essa idéia também leva a seguinte conclusão: se podemos escolher um momento qualquer de nossa vida para viver, por que não escolher os melhores apenas, não é? nada de perder tempo remoendo as coisas ruins...

Domingo, Setembro 20, 2009

sputnik sweetheart

"so that's how we live our lives. no matter how deep and fatal the loss, no matter how important the thing that's stolen from us--that's snatched right out of our hands--even if we are left completely changed, with only the outer layer of skin from before, we continue to play out our lives this way, in silence. we draw ever nearer to the end of our allotted span of time, bidding it farewell as it trails off behind. repeating, often adroitly, the endless deeds of the everyday. leaving behind a feeling of immeasurable emptiness".

Sábado, Setembro 19, 2009

"o entendimento não passa da soma dos nossos mal-entendidos"

lendo outro livro de haruki murakami em menos de um mês. agora é "minha querida sputnik" e já estou quase no final. tentei intercalar lendo o livro que deu origem ao filme "o leitor", mas tudo que consegui foi ler o livro às pressas para começar logo este outro do murakami que eu já havia comprado.

não sei se o fato de eu não ter gostado muito da estória de bernhard schlink se deveu apenas a eu estar louca para ler logo "minha querida sputnik" que estava na minha mesa de cabeceira me esperando ou se realmente não consegui me identificar com a trama. não vi o filme, mas para todos que dizia que estava lendo o livro sempre recebia um "mas aquele filme é maravilhoso" em retribuição. só sei que não estou nenhum pouco curiosa em ver a versão de "o leitor" para o cinema agora. a única coisa que me vai fazer guardar esse livro com o maior carinho para sempre é a dedicatória mais linda do mundo que escreveram nele pra mim.

ruim é que eu ainda não consegui escrever a minha resenha sobre "kafka on the shore". as palavras para descrevê-lo estão todas na minha cabeça, eu só não consigo juntá-las direito. me sinto estranha escrevendo um texto sério, mesmo tendo um diploma de jornalismo enfiado no meu guarda-roupa. sinto que daqui a pouco vou confundir as três estórias que estou lendo se for tentar escrever, mas detesto decepcionar minha amiga que pede contribuição para o site dela. queria muito mesmo participar, mas não consigo. acho que o meu espírito jornalista morreu e ainda não me dei conta disso.

de qualquer forma, acho que talvez seja uma boa idéia sair para comprar outro livro antes que este acabe e eu entre numa grave crise de abstinência aqui... :P

Sexta-feira, Setembro 11, 2009

vão ver se eu estou...

... em outro blog. :P

invadindo temporariamente o diário de lorde contra para falar do assunto que eu mais adoro neste mundo: o japão. :)