Monday, October 12, 2009

(500) days of summer

um filme que conta a estória de um cara que conhece uma garota, mas que não é uma estória de amor. dizendo isso não estou contando nenhum spoiler para a estragar a diversão de ninguém, pois é algo que o narrador explica logo nos primeiros minutos.

acabei baixando "(500) days of summer" só por causa da fofíssima sra. ben gibbard, aka zooey deschannel, que interpreta a personagem tema, summer finn. não fazia a menor idéia do enredo nem qualquer outra coisa, porém foi uma surpresa incrível. nunca vai ser o melhor filme da vida de ninguém, é verdade, mas é uma estória bem verdadeira com uma trilha sonora ótima, que inclui, entre outos, regina spektor, the smiths, feist e she & him (que é um dueto da própria deschannel com m. ward).

"(500) days of summer" conta a estória de tom hansen, arquiteto que, por comodismo, trabalha numa empresa que fabrica cartões festivos. devido a influência massiva das letras tristes de rock britânico e uma interpretação errada do filme "a primeira noite de um homem", tom cresceu achando que nunca seria completamente feliz até que summer chega na empresa para trabalhar como secretária do seu chefe. paixão à primeira vista.

o encanto de tom por summer é tão grande que ele acaba não vendo a garota como ela verdadeiramente é, mas como uma projeção daquilo que ele sempre quis. ele desconsidera as brigas, as divergências de gosto e de opinião até a falta de comprometimento real dela, por que a summer na cabeça dele é tão encantadora e sem defeitos, que ele começa a acreditar que ela seria a única pessoa que ele iria amar nesta vida. e aposto que todo mundo já passou por isso e quebrou a cara, não é?

não vou falar mais nada, senão acabo contando o filme todo aqui. mas acho que o melhor de "(500) days of summer" é que, diferente das comédias românticas a que estamos acostumados, o filme não conta uma estória de amor perfeita que só existe na literatura. fala de decepção, de ilusão, mas, principalmente, de que a vida continua e cedo ou tarde aparece outra pessoa que vai nos fazer apaixonar de novo. e cabe a nós aprendermos com essas experiências... ou não. :P

Saturday, October 10, 2009

servidora pública, de fato e de direito.

é interessante notar que, de repente, todos aqueles nomes que estavam na lista do diário oficial são pessoas de verdade. você espera um tempão até que o seu seja publicado e você e os nomezinhos todos vão parar em um curso de integração. assim, você começa a descobrir mundos diferentes através dos olhos de outras pessoas. umas querendo ficar em recife mesmo, outras em goiana, que fica mais próxima a joão pessoa, e algumas até em palmares, para chegar rapidinho em maceió. se espanta por que tem gente até fazendo de tudo para ficar no sertão, coisa que parece impossível na sua cabeça.

gentes com filhos que moram em campina grande, mas que moram em garanhuns. outras com filhinhos fofos de um ano que precisam ser levados para a escolinha perto de casa em jaboatão. pessoas de natal e salvador, mas que já moram em recife há um tempão. advogados, computeiros, psicólogos, professores... gente nova e gente velha, todo mundo junto numa sala só.

mas o incrível mesmo é como você desenvolve um carinho enorme por eles em tão pouco tempo. e torce na fila da escolha da lotação para que todos eles fiquem onde querem. quando não conseguem, chora com eles, e se conseguem, também comemora junto.

tudo deu certo para mim, felizmente. não exatamente como o planejado, mas muito bom de qualquer forma. :)

Wednesday, September 30, 2009

eu tava lá :~~



show do radiohead em são paulo completíssimo. feito com vídeos gravados pelos fãs no dia. e o som está excelente... como eles conseguiram isso?

Wednesday, September 23, 2009

matadouro 5

"deus me dê
serenidade para aceitar
as coisas que não posso mudar,
coragem
para mudar as coisas que eu posso mudar,
e sabedoria para sempre
saber a diferença".

faz algum tempo que eu estava querendo ler "matadouro 5" de kurt vonnegut, mas não encontrava em lugar nenhum (que não fosse via internet, claro). até que sábado passado, depois de uma tarde de cervejas no mercado da boa vista, guilherme encontrou na estante da livraria cultura um minuto depois de eu ter comentado que queria comprar e que nunca encontrava. e ainda foi a versão baratinha da l&pm pocket. como diria vonnegut no livro, "coisas da vida".

não sei se foi por que eu comecei a ler "matadouro 5" cheia de expectativa, tenho que confessar que não achei o livro essas coisas todas não. como a recomendação veio de um monte de amigos de gosto literário irreparável, não tinha como esperar outra coisa. porém, mais uma vez chego a conclusão de que o bom mesmo é ler livros e ver filmes sem expectativas. tenho certeza que estaria muito mais empolgada com a estória se ela tivesse chegado às minhas mãos do nada. mas, são apenas "coisas da vida" mais uma vez.

"matadouro 5" mistura um pouco de realidade e ficção numa mesma estória. enquanto o próprio autor relata a sua experiência durante a segunda guerra mundial, em especial durante o bombardeio de dresden, ele cria o personagem billy pilgrim que teria estado presente durante os mesmos eventos presenciados por ele. porém, pilgrim vive um vai-e-volta no tempo que acredita ser resultado da sua abdução por alienígenas do planeta tralfamador. em um momento, estamos no meio da guerra entre soldados americanos estropiados e sujos, em outro estamos vendo billy pilgrim levando sua vida como um optometrista bem-sucedido trinta anos mais tarde. às vezes, até na mesma página, somos jogados no zoológico, no qual o próprio pilgrim é exibido com espécime raro para vários tralfamadorianos curiosos.

o que eu gostei mais da estória foi, além dos personagens interessantíssimos bolados por vonnegut, a dúvida constante sobre qual o problema real de billy pilgrim, que o levava a confundir o que era verdade ou ilusão. seria loucura, depressão pós-guerra, seqüela da fratura no crânio? não dá para saber. a única certeza que a estória me passou foi que se a guerra não mata você diretamente através de um tiro ou de uma explosão, ela eventualmente mata de alguma outra forma. e talvez essa seja uma das mais importantes mensagens anti-guerra passadas pelo livro.

tenho que confessar que adorei o estilo de mini-capítulos deste livro do vonnegut. não sei se esta é uma característica recorrente nas suas outras obras, mas acho que deu muita fluidez a estória e ajudou a intensificar a idéia da inconstância vivida pelo personagem principal. além disso, não sai da minha cabeça o "ensinamento" dos tralfamadorianos de que, mesmo quando uma pessoa morre, ela continua viva e bem em outra época. por esse motivo, não haveria motivo para chorarmos por nossos entes queridos quando eles morrem. essa idéia também leva a seguinte conclusão: se podemos escolher um momento qualquer de nossa vida para viver, por que não escolher os melhores apenas, não é? nada de perder tempo remoendo as coisas ruins...

Sunday, September 20, 2009

sputnik sweetheart

"so that's how we live our lives. no matter how deep and fatal the loss, no matter how important the thing that's stolen from us--that's snatched right out of our hands--even if we are left completely changed, with only the outer layer of skin from before, we continue to play out our lives this way, in silence. we draw ever nearer to the end of our allotted span of time, bidding it farewell as it trails off behind. repeating, often adroitly, the endless deeds of the everyday. leaving behind a feeling of immeasurable emptiness".

Saturday, September 19, 2009

"o entendimento não passa da soma dos nossos mal-entendidos"

lendo outro livro de haruki murakami em menos de um mês. agora é "minha querida sputnik" e já estou quase no final. tentei intercalar lendo o livro que deu origem ao filme "o leitor", mas tudo que consegui foi ler o livro às pressas para começar logo este outro do murakami que eu já havia comprado.

não sei se o fato de eu não ter gostado muito da estória de bernhard schlink se deveu apenas a eu estar louca para ler logo "minha querida sputnik" que estava na minha mesa de cabeceira me esperando ou se realmente não consegui me identificar com a trama. não vi o filme, mas para todos que dizia que estava lendo o livro sempre recebia um "mas aquele filme é maravilhoso" em retribuição. só sei que não estou nenhum pouco curiosa em ver a versão de "o leitor" para o cinema agora. a única coisa que me vai fazer guardar esse livro com o maior carinho para sempre é a dedicatória mais linda do mundo que escreveram nele pra mim.

ruim é que eu ainda não consegui escrever a minha resenha sobre "kafka on the shore". as palavras para descrevê-lo estão todas na minha cabeça, eu só não consigo juntá-las direito. me sinto estranha escrevendo um texto sério, mesmo tendo um diploma de jornalismo enfiado no meu guarda-roupa. sinto que daqui a pouco vou confundir as três estórias que estou lendo se for tentar escrever, mas detesto decepcionar minha amiga que pede contribuição para o site dela. queria muito mesmo participar, mas não consigo. acho que o meu espírito jornalista morreu e ainda não me dei conta disso.

de qualquer forma, acho que talvez seja uma boa idéia sair para comprar outro livro antes que este acabe e eu entre numa grave crise de abstinência aqui... :P

Friday, September 11, 2009

vão ver se eu estou...

... em outro blog. :P

invadindo temporariamente o diário de lorde contra para falar do assunto que eu mais adoro neste mundo: o japão. :)

Tuesday, September 08, 2009

saudades do português

apesar de ter decidido há algum tempo que seria legal escrever em inglês, não só para praticar a língua como também para me fazer entendida pelos visitantes internacionais deste blog, devo confessar que já há alguns dias venho sentindo saudade de escrever em português por aqui.

um dos motivos foi o fato de que falar as minhas leseiras é bem mais fácil em português, tanto que muitas vezes deixei de postar justamente por que estava sem o menor saco de parar e pensar se estava escrevendo em inglês corretamente. além disso, tem coisas que só consigo falar em português, tipo, que é a coisa mais fofa quando a minha afilhada de 1 ano e oito meses canta "pababéns pá vo-cêêê". por sinal, preciso filmar ela cantando desse jeito antes que ela aprenda o jeito certo.:P

uma coisa que também me deixou morrendo de vontade de voltar a escrever na minha língua materna, foi o fato de eu ter escrito um certo post para blogs outros. (quando for publicado, eu aviso). foi tão bom escrever um texto enorme com o que me desse na telha, sem me enganchar no tempo dos verbos e nem sentir falta de palavras que definam melhor o que eu estava querendo dizer. a idéia é que essa facilidade começasse a surgir também com o inglês, mas como eu sou impaciente (por que nasci de 8 meses, como diriam alguns) não consegui persistir por muito tempo.

além disso, terminei de ler "kafka on the shore" ou "kafka à beira mar" de haruki murakami e decidi que a minha resenha sobre ele ficará muitíssimo melhor em português. não que vá ficar grande coisa, só vai ficar melhor do que seria feito em inglês pela minha pessoa. porém, o que eu tou querendo dizer é que achei o livro incrível e não paro de pensar em maneiras de descrever os meus sentimentos em relação a ele. tou pensando em finalmente atender os pedidos da minha amiga ana e não postar a resenha aqui no blog, mas no rabisco. mas isso ainda vai depender de eu achar que o texto está adequado para o site, claro, senão vem aqui pro blog mesmo.

for the foreign people that visit this weblog, i hope you forgive me for not writing in english anymore. however, if you are crazy enough to still want do read this you can try the translation here.

Thursday, September 03, 2009

preámbulo a las instrucciones para dar cuerda al reloj

"piensa en esto: cuando te regalan un reloj te regalan un pequeño infierno florido, una cadena de rosas, un calabozo de aire. no te dan solamente el reloj, que los cumplas muy felices y esperamos que te dure porque es de buena marca, suizo con áncora de rubíes; no te regalan solamente ese menudo picapedrero que te atarás a la muñeca y pasearás contigo. te regalan —no lo saben, lo terrible es que no lo saben—, te regalan un nuevo pedazo frágil y precario de ti mismo, algo que es tuyo pero no es tu cuerpo, que hay que atar a tu cuerpo con su correa como un bracito desesperado colgándose de tu muñeca. te regalan la necesidad de darle cuerda todos los días, la obligación de darle cuerda para que siga siendo un reloj; te regalan la obsesión de atender a la hora exacta en las vitrinas de las joyerías, en el anuncio por la radio, en el servicio telefónico. te regalan el miedo de perderlo, de que te lo roben, de que se te caiga al suelo y se rompa. te regalan su marca, y la seguridad de que es una marca mejor que las otras, te regalan la tendencia de comparar tu reloj con los demás relojes. no te regalan un reloj, tú eres el regalado, a ti te ofrecen para el cumpleaños del reloj".

Friday, August 28, 2009

you and i



"i won't guess
what's coming next
i can't ever tell
you're the deepest well i've ever fallen into"

aside from david letterman's silly jokes - i hope you forgive me for that :P - i'm deeply in love with this song from wilco's new album, called simply "wilco (the album)". i didn't had time to absorb the other songs yet, but it seems that mr. contra was completely right when he told me that, even though this album is not one of wilco's best works, jeff tweedy never ceases to make good music.

futhermore, feist is always amazing me with great duets. besides this one, there's also the songs she sung with the kings of convenience ("know-how" and "the build up"), with ben gibbard (from death cab for cutie) that i mentioned some posts ago and with grizzly bear ("service bell"). those last two duets can be found at the great album "dark was the night", that was released to raise funds and awareness for hiv and aids. and, i have to say, the complete list of participating artists of this compilation is just amazing. if you are a fan of good indie music like myself, you should definitely check it. :)